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Jornalista: Ministro, o Presidente Lula conversou com Presidente o Chávez? Houve uma conversa paralela?

Ministro: Não houve conversa paralela. O Presidente assistiu a cerimônia, que, eu acho, foi uma coisa simbolicamente importante. Vocês devem ter visto, se acompanharam lá, a importância que o Presidente Correa deu à integração sul-americana. Quatro anos atrás, ninguém falava de integração sul-americana, hoje todos falam, e falam até em Nação Sul-Americana, querem até que a Secretaria seja aqui, o que é uma opção que os outros terão que considerar também.
Então, eu acho que foi importante o Presidente vir, dar essa demonstração de apoio. Aliás, como a própria presença dos Presidentes aqui demonstrou que a integração sul-americana é plural, ela tem que ser feita na base da democracia. É a maneira como nós estamos encarando, e tem sido muito positiva. Vemos esta posse de maneira muito positiva, e os desejos, sobretudo no que tange à integração sul-americana, mas também em termos de reforma social, um povo pobre como o do Equador, com grande parte do povo indígena. É algo muito positivo. Temos certeza de que teremos boas relações. Como vocês se recordam, o primeiro país a ser visitado por Rafael Correa foi o Brasil, depois de eleito.

Jornalista: Muda alguma coisa na relação Brasil e Equador?

Ministro: Olha, eu acho que melhora. A relação estava muito boa com o Presidente Palácio também, devo dizer. Eu mesmo estive aqui, a pedido do Presidente Lula, três vezes, depois que o Presidente Palácio tomou posse, mas era um governo interino. Agora você tem um governo mais permanente e uma perspectiva mais ampla. Há pouco tempo mesmo, foi aprovado já um financiamento para outro projeto de ponte sobre o Rio Esmeralda. Há vários outros, enfim, há uma relação muito boa, e eu acho que é dentro desse espírito de uma América do Sul democrática, plural, com ênfase na reforma social mas, também, com muita ênfase na democracia, que o Presidente Lula veio aqui prestigiar esta posse.

Jornalista: O Professor Marco Aurélio Garcia disse que a nacionalização e as outras medidas que foram anunciadas no final de semana, são o aprofundamento da democracia da Venezuela. O Senhor concorda?

Ministro: Olha, eu acho que cada país tem o seu caminho. Eu acho que o Presidente Chávez foi eleito com 63% dos votos. É difícil você questionar uma decisão que esteja, digamos, dentro da legalidade venezuelana. Agora, cada país tem o seu caminho, não significa necessariamente subscrever algo que ocorre lá como sendo o que tem que ser feito no Brasil. Cada país tem as suas formas. O importante é que tudo seja feito de maneira democrática, com respeito à vontade popular, à liberdade de expressão da qual vocês gozam amplamente, e eu acho ótimo.

Jornalista: O que o Senhor acha da presença do Ahmadinejad aqui?

Ministro: Eu acho que o Irã é um país importante no contexto mundial. O Brasil mesmo exporta 1 bilhão e meio, quase, para o Irã. Eu acho que é uma coisa normal. Ele provavelmente veio a outras posses também e ficou para esta.

Jornalista: Ministro, por que tantos presidentes de esquerda na cerimônia?

Ministro: Bem, eu não sei quem é de esquerda e quem não é de esquerda. Há vários conceitos sobre isso. Eu acho que esquerda, na minha opinião, é quem está do lado do povo. Nesse sentido há muitos Presidentes de esquerda. Agora, isso quem decidiu não foram os Presidentes que vieram, foi quem votou nos Presidentes.

Jornalista: Porque o Presidente não ficou, não vai participar do almoço aqui, Ministro?

Ministro: Há pouco tempo. O Presidente tem muitas coisas a fazer. Por exemplo, como vocês se recordam, ele também tomou posse há pouco tempo, tem várias tarefas pela frente, como você chamou a atenção. Então, eu acho que ele tem que se dedicar a elas para poder dar a resposta adequada para vocês.

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