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Tradicionalmente, o conceito de "diplomacia pública" esteve associado à promoção da imagem de um país no exterior. No Brasil, a "diplomacia pública" é entendida não só nessa acepção tradicional, mas também no sentido de maior abertura do Ministério das Relações Exteriores e da política externa brasileira à sociedade civil, em um esforço de democratização e transparência das políticas públicas nacionais.

Concebida como política pública, a política externa deve, por um lado, atender aos anseios da população e visar ao interesse nacional; por outro, a política externa também deve ser inclusiva, democrática e participativa. Experiências como a Comissão Nacional para a Rio+20, a Cúpula dos Povos, os Diálogos sobre Sustentabilidade, os Diálogos sobre Política Externa e a atuação do Itamaraty nas mídias digitais têm reforçado os esforços de diplomacia pública no Brasil, tanto para a prestação de contas à sociedade quanto para a recepção de comentários, sugestões e críticas que contribuem para a formulação de políticas públicas atentas à evolução dos anseios nacionais.

A participação do Ministério das Relações Exteriores do Brasil nas mídias digitais é reconhecida como uma das mais atuantes no mundo. A página do Itamaraty no Facebook já tem mais de 100 mil “curtidas”, e as contas no Twitter – em português, inglês e espanhol – somam mais de 125 mil seguidores. Além disso, o canal no YouTube já recebeu mais de 1,2 milhão de visualizações, a conta no Flickr conta com mais de 5,5 mil fotos, os áudios disponibilizados no SoundCloud do Itamaraty foram ouvidos mais de 5 mil vezes e o Blog do Itamaraty já teve mais de 100 mil acessos. De acordo com estudo do Twiplomacia/Twiplomacy, as contas do Itamaraty no Twitter estão entre as quatro mais bem conectadas na América Latina (a conta em português ocupa o segundo lugar, e a conta em inglês, criada em 2014, ocupa o quarto lugar). Em 2015, foi também criada a conta do Itamaraty no Twitter em Espanhol.

A transparência é marca característica da diplomacia brasileira. No contexto do crescente empenho do Governo em aproximar-se da sociedade e prestar conta de suas atividades ao público, a Lei de Acesso à Informação ajudou a desmitificar a percepção comum de que todo o tratamento da informação diplomática é confidencial. O Itamaraty produz, anualmente, cerca de 600 mil documentos, entre telegramas trocados com sua rede de 227 postos no exterior, memorandos, informações internas e comunicações externas com outros órgãos públicos, missões estrangeiras no Brasil, sociedade civil e empresas. Desse total, menos de 7%, em média, recebe alguma classificação (reservada, secreta ou ultrassecreta), sendo pouco mais de 1% de documentos secretos ou ultrassecretos.

As consequências positivas de um bom trabalho de Diplomacia Pública são várias. Por um lado, a Diplomacia Pública permite transmitir à sociedade, tanto no Brasil quanto no exterior, as ações realizadas pelo Itamaraty de maneira instantânea e de alcance global; por outro, estabelece novos canais de interação e prestação de contas e torna mais transparente o relacionamento com a sociedade. Como política pública, a política externa democratiza-se e, com o apoio da diplomacia digital, contribui para que a diplomacia tradicional seja mais eficiente. 

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