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As relações bilaterais do Brasil com o México são diversificadas e têm importância nos campos político, da integração, comercial, de investimentos e de cooperação, entre outros.

No campo político, Brasil e México são parceiros em diversos foros globais, tais como o sistema da Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), entre vários outros. Exemplo de coordenação entre Brasil e México em política internacional são as atuações dos dois países no G-20 comercial e no G-20 financeiro. Outro exemplo é a parceria pela proscrição de armas nucleares, simbolizada pelo papel de ambos na Organização para a Proscrição de Armas Nucleares na América Latina e no Caribe (OPANAL).

Em âmbito regional, Brasil e México são parceiros em numerosas iniciativas, como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a Associação Latino-americana de Integração (ALADI), a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC).

O comércio entre Brasil e México confirma a importância das relações bilaterais. Nos dez anos encerrados em 2014, a corrente de comércio entre os dois países cresceu 93,7%, chegando a US$ 9 bilhões em 2014. Produtos industrializados representam 93,6% do total de exportações brasileiras para o México.

Em 2014, o México foi o 11º parceiro comercial do Brasil, que, por sua vez, figurou como o 8º parceiro comercial mexicano. O México foi a 11ª maior fonte de importações brasileiras e o 14º destino das exportações nacionais. Para o México, o Brasil foi o 8º parceiro comercial e o 6º maior superávit na balança comercial do país.

Na visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México, em 26 de maio de 2015, Brasil e México decidiram priorizar a ampliação e o aprofundamento do Acordo de Complementação Econômica nº 53 (ACE-53), que atualmente abrange preferências tarifárias de cerca de 800 itens. Com isso, os dois países buscarão ampliar de forma significativa a relação comercial, seja no campo dos produtos agrícolas e industriais com reduções tarifárias, seja nas áreas de serviços, compras governamentais, medidas sanitárias e fitossanitárias, dentre outras. As negociações ficarão a cargo de um grupo binacional que deverá iniciar seus trabalhos a partir de julho de 2015.

O estoque de investimentos mexicanos no Brasil, pouco acima dos US$ 22 bilhões, de acordo com dados de 2013, faz do mercado brasileiro o principal destino dos investimentos mexicanos na América Latina e o 2º no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. O México ocupa o 7º lugar entre os estoques de IED no Brasil.

Empresas brasileiras são responsáveis por alguns dos maiores investimentos privados no México, notadamente no setor petroquímico, químico e siderúrgico. O estoque de investimentos diretos brasileiros no México, de US$ 1,4 bilhão, vem aumentando nos últimos anos. Destaca-se consórcio formado entre a BRASKEM e o grupo mexicano IDESA para a construção de complexo petroquímico ("Projeto Etileno XXI"), maior investimento privado em curso no México, estimado em US$ 4,5 bilhões. A GERDAU possui projeto de construção de planta siderúrgica, com investimentos estimados em US$ 600 milhões, no Estado de Hidalgo.

Por ocasião da visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México, em 26 de maio de 2015, foi assinado Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) entre os dois países. O ACFI assinado com o México busca incentivar o investimento recíproco através de mecanismo de diálogo intergovernamental. Por meio do ACFI, haverá maior divulgação de oportunidades de negócios, intercâmbio de informações sobre marcos regulatórios e mecanismo adequado de prevenção e solução de controvérsias. Trata-se do terceiro instrumento desse tipo assinado pelo Brasil, após Angola e Moçambique, e o primeiro na América Latina.

A cooperação técnica é outro importante aspecto das relações entre Brasil e México. O programa de cooperação técnica bilateral é de especial interesse pela intensa troca de experiências entre os dois países, evidenciada pela variedade das atividades envolvidas. O programa para o período de 2011 a 2013 totalizou 25 projetos, sendo 9 de cooperação prestada pelo Brasil, 8 de cooperação horizontal (que implica intercâmbio de capacitação), 6 de cooperação recebida daquele país e 2 de cooperação trilateral, envolvendo terceiros países.

A comunidade brasileira no México é estimada em 14 mil pessoas, a maioria residente na capital e região metropolitana.

 

Cronologia das relações bilaterais

1822-1824 – Primeiras conversações sobre o estabelecimento de relações diplomáticas

1830 – Estabelecimento de relações diplomáticas

1831 – Celebração do Tratado de Aliança, Paz e Amizade Brasil-México

1922 – As representações diplomáticas dos dois países são elevadas ao nível de Embaixada

2000 – O presidente eleito do México visita o Brasil

2002 – Visita oficial do presidente do México ao Brasil

2003 – Visita oficial do presidente Lula ao México

2006 – O presidente eleito do México visita o Brasil

2007 – Visita de Estado do presidente Lula ao México

2008 – Encontro entre os presidentes do Brasil e do México durante a I Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento (CALC), na Costa do Sauipe

2010 – Encontro de trabalho entre os presidentes do Brasil e do México

2011 – Encontro entre os presidentes do Brasil e do México durante a 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York

2011A Chanceler do México, Patricia Espinosa, e o Secretário de Economia, Bruno Ferrari, realizam visita de trabalho ao Brasil (7 de dezembro)

2012 – O presidente eleito do México visita o Brasil

2013 – Encontro entre os presidentes do Brasil e do México durante Cúpula da CELAC, em Havana (Cuba)

2014 – Encontro entre os presidentes do Brasil e do México durante Cúpula da CELAC, em Santiago (Chile)

2015 – Encontro entre os presidentes do Brasil e do México durante Cúpula da CELAC, em São José (Costa Rica)

2015Visita de Estado da presidenta Dilma Rousseff ao México (26 e 27 de maio)

2015 – O ministro das Relações Exteriores, embaixador Mauro Vieira, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando de Queiroz Monteiro Neto, assinaram o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos entre o Brasil e o México, com o secretário de Economia do México, Ildefonso Villarreal, por ocasião da visita da presidenta Dilma Rousseff (26 de maio)

2016 – Viagem do ministro Mauro Vieira ao México, por ocasião da III Reunião da Comissão Binacional Brasil-México (22 e 23 de fevereiro)

2016 – Realiza-se em Brasília a IV Reunião Negociadora para a Ampliação e Aprofundamento do Acordo de Complementação Econômica Nº 53 (ACE 53) (5 a 7 de julho)

2016 – Viagem do ministro José Serra ao México, ocasião em que mantém reuniões de trabalho com a chanceler Claudia Ruiz Massieu e com o secretário de Economia, Ildefonso Guajardo (25 de julho)

 
 
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