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As relações entre Brasil e Chile caracterizam–se pela intensidade e pelo dinamismo do intercâmbio comercial e empresarial. Na coordenação política, área em que ambos os países procuram aprofundar relações, o bom entendimento e a adoção de posições comuns e moderadas têm sido fundamentais para fazer avançar a integração regional. Há percepção compartilhada de que a grande aproximação que se verifica entre o empresariado dos dois países qualifica as relações bilaterais e lastreia o adensamento dos laços políticos e de cooperação que unem os dois países.

Os investimentos bilaterais crescem ano a ano, beneficiando as economias e as sociedades dos dois países. O Brasil concentra o maior estoque de investimentos externos chilenos no mundo, que já ultrapassaram a marca dos US$ 20 bilhões e foram responsáveis pela criação de cerca de cem mil vagas de trabalho para cidadãos brasileiros. As empresas chilenas que atuam no Brasil se distribuem por áreas tão distintas quanto papel e celulose, varejo e energia. O Brasil, por sua vez, registra investimentos na economia chilena de mais de US$ 3 bilhões. Cerca de setenta empresas brasileiras atuam no Chile, em setores como energia, serviços financeiros, alimentos, mineração e siderurgia, construção civil e fármacos.

O comércio Brasil–Chile beneficia–se de tarifa zero aplicada a 98% do intercâmbio bilateral. O Chile é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil na América Latina. Entre 2009 e 2013, o comércio aumentou 65,3%, chegando a US$ 8,8 bilhões no ano passado. Lideram a pauta de exportações brasileiras o petróleo, a carne bovina, carrocerias e chassis para ônibus. Além de um importante parceiro comercial do Brasil, o Chile também realiza trocas relevantes com o MERCOSUL. A corrente de comércio do Chile com o MERCOSUL em 2013 foi de US$ 16,6 bilhões. Para efeitos de comparação, no mesmo ano, a corrente de comércio do Chile com a Aliança do Pacífico foi de US$ 10,1 bilhões.

No âmbito sul–americano, o Chile é parceiro de primeira hora do Brasil. O Chile foi um dos grandes incentivadores da criação da União das Nações Sul–Americanas (UNASUL) e foi o primeiro país a ocupar a presidência temporária da organização, em 2008. O atual Governo chileno tem como uma de suas principais prioridades a integração regional. Brasil e Chile têm mantido estreita coordenação no tratamento de temas em debate na UNASUL, como o caso relativo à situação da Venezuela, por exemplo. Ambos os países, ademais, compartilham o entendimento de que as diversas iniciativas de integração regional em curso são convergentes. Essa aproximação, além de fortalecer a própria UNASUL, também dá maior densidade às relações bilaterais.

No passado, o Chile abriu suas portas a muitos brasileiros que, perseguidos em sua própria pátria por posições políticas, tiveram de abandonar o país e viver no exílio. Com a consolidação da democracia em ambos os países, abriu–se espaço para desenvolver a cooperação em direitos humanos, sobretudo no que diz respeito à troca de informações com vistas a esclarecer casos de violações aos direitos humanos ocorridas durante o período de ditadura militar nos dois países. Esse é um assunto em que as perspectivas de avanços é muito promissora já no curto prazo.

Brasil e Chile têm interesses comuns na cooperação energética e na integração ferroviária. Há também um enorme potencial de cooperação em ciência e tecnologia, em particular nos domínios da engenharia aeronáutica, da mineração, da biotecnologia e da astronomia. Estão instalados em território chileno alguns dos mais modernos telescópios do mundo, com potencial de utilização nas pesquisas astrofísicas brasileiras. Há intensa cooperação bilateral em operações na Antártida, que se manifestou no apoio mútuo para o resgate dos pesquisadores brasileiros da base Comandante Ferraz, durante incêndio em 2012.

Cronologia das relações bilaterais

1836 – Estabelecimento de relações diplomáticas, em 22 de abril

1838 – Assinatura do primeiro tratado bilateral entre os dois países (Tratado de Amizade, Comércio e Navegação), em 1 de setembro

1879–1883 – Guerra do Pacífico entre Chile, Peru e Bolívia. Ocupação de Lima pelo Exército chileno em 1881. Brasil manteve-se neutro durante o conflito

1884–1886 – Brasil é escolhido para presidir, com voto de desempate, os tribunais arbitrais que julgaram as reclamações dos países neutros na Guerra do Pacífico contra o Chile

1915 – Assinatura do Pacto ABC, entre Argentina, Brasil e Chile (oficialmente chamado Pacto de Não–Agressão, Consulta e Arbitragem), que não foi referendado pelo Parlamento chileno

1922 – Elevação das Legações dos dois países a categoria de Embaixadas

1964–1973 – Expressivo número de militantes de esquerda brasileiros buscam asilo no Chile durante o regime militar no Brasil

1996 – Ingresso do Chile no MERCOSUL na qualidade de Estado associado, em junho

2004 – Início da participação do Chile, de forma protagônica, em conjunto com o Brasil, nas operações da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (MINUSTAH)

2007 – Visita do Presidente Luiz Inácio Luna da Silva ao Chile. Presidentes de Brasil, Chile e Bolívia comprometem–se com a inauguração do corredor interoceânico Santos–Corumbá– Santa Cruz de la Sierra– Arica/Iquique, em encontro trilateral em La Paz (abril)

2007 – Encontro Brasil–Chile–Bolívia, em La Paz, para discutir o corredor rodoviário bioceânico Santos–Arica (dezembro)

2009 – Visita da Presidenta Michelle Bachelet a São Paulo (julho)

2010 – Instalação da Comissão Bilateral Brasil–Chile e assinatura do Memorando de Entendimento de Cooperação na Área da Televisão Digital Terrestre, por ocasião de visita do Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, a Santiago (fevereiro)

2010 – Visita do Presidente Luiz Inácio Luna da Silva a Santiago para prestar solidariedade no contexto do terremoto que atingiu o Chile em 27 de fevereiro (março)

2010 – Realização da I Reunião da Comissão Bilateral Brasil–Chile, em Brasília, por ocasião de visita do Chanceler chileno, Alfredo Moreno, e assinatura de Ajustes Complementares nas áreas de saúde, desenvolvimento social e esportes (agosto)

2011Realização da II Reunião da Comissão Bilateral Brasil–Chile, em Santiago, por ocasião de visita do Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, e assinatura de atos nas áreas de televisão digital, cultural e educacional (1º de abril)

2012Visita ao Brasil do Ministro das Relações Exteriores da República do Chile, Alfredo Moreno (18 de abril)

2012Visita ao Brasil do Ministro das Relações Exteriores da República do Chile, Alfredo Moreno (7 e 8 de outubro)

2013Visita da Presidenta Dilma Rousseff ao Chile e encontro com o Presidente Sebastian Piñera, em reunião à margem da I Cúpula CELAC. Assinatura do Acordo de Cooperação Antártica (26 de janeiro)

2014 – Visita do Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, a Santiago (março)

2014 – Visita da Presidenta Dilma Rousseff ao Chile para participar das cerimônias de posse da Presidenta Michelle Bachelet (10 a 12 de março)

2014Visita do Chanceler chileno, Heraldo Muñoz, a Brasília (3 de abril)

2014Visita do Ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado a Santiago (6 de maio)

2014Visita ao Brasil da Presidenta da República do Chile, Michelle Bachelet (12 de junho)

2015Viagem do Ministro Mauro Vieira a Santiago, onde mantém reunião de trabalho com a Presidenta Michele Bachelet, o Chanceler Heraldo Muñoz e outras autoridades do Governo chileno (17 de abril)

2016 – Visita da Presidenta Dilma Rousseff a Santiago (26 e 27 de fevereiro)

2017O ministro Aloysio Nunes Ferreira realiza sua primeira visita oficial ao Chile (10 e 11 de abril)

 
 
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