Museu Histórico e Diplomático

O MHD aloja um acervo diversificado e de significado histórico em um dos edifícios de maior importância arquitetônica do Rio de Janeiro, oferecendo ao público visitante um panorama da história diplomática brasileira.

O Museu Histórico e Diplomático (MHD) funciona no Palácio Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores de 1899 a 1970. Situado à Avenida Marechal Floriano, o palacete cor-de-rosa teve sua construção concluída em 1854, assinada por José Maria Jacinto Rebelo, discípulo de Grandjean de Montigny.

O MHD foi inaugurado pelo Presidente Juscelino Kubitschek em 1957, na administração do Ministro Macedo Soares. Localizado então no andar térreo do Palácio do Itamaraty, exibia uma seleção de peças do acervo, entre as quais coleções de medalhística, condecorações e armaria.

Com a mudança da Chancelaria para Brasília, o palácio foi desativado. Alguns móveis e objetos de arte acompanharam os diplomatas, levando o sabor do velho Itamaraty à nova sede do Ministério das Relações Exteriores, mas a maioria permaneceu no casarão original.

Em 1980, o Ministro Saraiva Guerreiro autorizou as providências para redimensionar o museu, que passou, então, a ocupar a totalidade do Palácio. Com a participação da Fundação Nacional Pró-Memória, foram executadas obras de restauração arquitetônica.

No verão de 1985, contudo, uma série de infiltrações oriundas do telhado obrigou o fechamento do Museu. As obras seriam concluídas em 1989, mas o uso do prédio continuou restrito às reuniões de trabalho do Ministério.

Em 23 de dezembro de 1993, o Chanceler Celso Amorim determinou a reabertura do Museu. A transformação do palácio em museu visa mostrar uma residência histórica, com seus ambientes característicos do século XIX, exemplos de arquitetura neoclássica e depositária de valiosas peças do patrimônio artístico nacional e estrangeiro. Além disso, o museu tem por objetivo realizar exposições temporárias e incentivar pesquisas.

O MHD é estruturado em dois andares, divididos em 23 salas, que oferecem aos visitantes aspectos inéditos da história diplomática brasileira. Seu acervo é composto por um total de 5633 peças, abrangendo uma coleção heterogênea. Além das peças pertencentes aos condes de Itamaraty, comporta móveis, tapetes, porcelanas e relógios franceses que pertenceram ao Barão do Rio Branco. Entre seus quadros cumpre ressaltar David, Corot, Poerbus e Guido Reni. Destacam-se ainda valiosas tapeçarias Aubusson, estatuetas de Tanagra, medalhas, espadas, além de muitas outras relíquias.

Atualmente o Museu passa por uma restauração, inicialmente do telhado e posteriormente de seus salões.

Com a sua eventual reestruturação, o Museu Histórico e Diplomático deverá ser o centro das comemorações relativas ao próximo centenário da morte, em 2012, do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira, no local onde ele trabalhou e viveu.

Endereço: Palácio Itamaraty - Esplanada dos Ministérios - Bloco H -Brasília/DF - Brasil - CEP 70.170-900
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